quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A MONTANHA E O RIO 20º CAPÍTULO:
 
 
 
TAN - BAIA LU CHING FUJIAN
 
O solar dos Long erguia-se grandioso como uma divindade local, de frente para o mar, ao pé das colinas de contornos arredondados da Baia de Lu Ching, cobertas de flores do campo em formato de sinos, de pagodes e de gongos, algumas do tamanho de um chapéu de palha, outras tão pequenas como as patas de uma formiga. Suas cores tinham a variedade do arco-íris que tantas vezes enfeitava o céu azul depois de uma súbita pancada de chuva. Algumas tinham cores vivas e brilhantes de um dia de verão tropical. Outras eram discretas e melancólicas como um lago tranquilo no alto de uma montanha. Era difícil definir se a casa fazia parte da encosta do morro ou se as flores eram uma extensão da casa. Em plena harmonia, uma começava onde a outra terminava, em total entrega. O logar tinha um perfume permanente que se misturava com o cheiro do solo rico. Mas aquele aroma permanecia no ar apenas quando não havia nenhuma brisa e quando nada no universo se movia, o que era um fenômeno passageiro, pois em Fujian, terra do mar e da montanha, quase nunca as coisas se mantinham imóveis. Vida é movimento e o movimento realça a vida.
Ao meio dia, quando o sol fulgurava a pino e sem sombras, as ondas perseguiam galantemente a areia branca das praias da baía. Siris vermelhos de grandes patas e corpos diminutos corriam furtivamente para dentro de suas tocas, não ousando voltar à praia até que a lua se erguesse por sobre a maré vazante. Pequenos camarões pulavam na alegria do sol e depois eram levados pela água de volta ao nascedouro ondulante que era o mar azul. As marés produziam um vento suave que fazia as folhas das palmeiras farfalharem. Estas, por sua vêz, traziam o rico aroma para a terra, empurrando-o morro acima, para além dos cumes, subindo as montanhas da região oeste, onde ostigres vagavam e os  macacos lançavam seus gritos. Na varanda espaçosa, de olhos fechados, vovô estava sentado numa cadeira de bambu aspirando o primeiro sopro da brisa do meio-dia, como se estivesse absorvendo o espírito da deusa Mazu que, na mitologia local, cuidava dos pescadores que flutuavam em suas pequenas sampanas, na superfície agitada do oceano. _Ostras...não...camarões graúdos e enguias...sim...Ah, aqui estão eles, os mexilhões, daqueles pequenos e coloridos que você suga depois de quebrar suas caudas. Disse vovô animadamente, analisando as criaturas do mar com o seu nariz. Depois, abriu subitamente os olhos e declarou aborrecido: _Agora o vento mudou e só sinto o cheiro do lodo.
Vovô era novamente o menino da aldeia. Sentir o cheiro do mar era para ele um ritual diário. Sua autonomeação como homem do mar e filho das montanhas fortalecia sua decisão de tornar-se um recluso, sem se importar com a vida, sem se importar com nada. Mas isso mudou poucos diasdepois de nossa chegada, quando a familia acordou ao som da banda de música folclórica local, o "dia-dia" da trombeta de bronze, o "gu-gu" da flauta de bambu, o "ua-ua" de um erhu, o violino de duas cordas, o "ta-ta" dedilhado do pipa, o "cuan-cuan" penetrante de gongos do tamanho de panelas woks e o "tum-tum" dos tambores feitos de couro de búfalos da região. Enormes varas de bambu estalavam como foguetes e morteiros. Nas árvores próximas, os pássaros alçavam vôo de seus ninhos. _Ó filho dos Long, que a muito tempo não vemos por aqui, por favor, chegue até a porta para aceitar nossas boas vindas. Disse em voz alta um homem gordo de cerca de cinquenta anos, liderando o que parecia ser a aldeia inteira num cortejo organizado em duas colunas. Vovô alinhou a família na varanda e nós todos fizemos reverências ao povo da aldeia, que também fazia o mesmo. Acompanhamos o ritual de lava pés em sinal das boas vindas com muito respeito.
à tarde, um grupo de mulheres, cantando, fez fila diante da nossa porta com vassouras e esfregões, oferecendo-se para limpar a casa que há muito não era habitada. Todas estavam vestidas com roupas vermelho-fogo. Quando perguntei qual a razão de tantas roupas vermelhas, elas sorriram tímidamente e explicaram: _É porque somos mulheres casadas. Era um distintivo de honra.
Compareci a muitos dos convites feitos a vovô, que agora passava os dias visitando cada casa como se fosse um dever, como descendente que era do clã dos Long que um dia tinham reinado como os maiores proprietários de terras e de empresas pesqueiras da região. Se deixasse de visitar alguma casa, aquela familia se sentia ofendida e guardaria rancor por ter sido menosprezada. A visita podia ser curta, apenas para uma xícara de chá ou para uma tijela de macarrão de arroz, mas era a tradição naquela localidade.
Mamãe tornou-se uma dona de casa exemplar. Limpava todos os cantos da antiga casa enquanto cantarolava sua sonata de Chopin favorita. Levantava-se com o sol, vestia seu avental, limpava a cozinha e areava o fundo do wok antes de preparar o café da manhã. Caso eu estivesse lá embaixo, na praia, ou do lado de fora da casa, nos campos coberto de flores, sabia que a comida logo estaria pronta quando achaminé soltasse fumaça. Aí então, era hora de voltar correndo, porque, se eu atrasasse e a comida esfriasse, mamãe me lançaria imediatamente um olhar severo.
Papai estava tentando encontrar uma nova vida. Ele ouviu dizer que, não muito longe dali, na península de Lu Ching, havia um quartel do Exército abandonado que tinha sido utilizado durante algum tempo como um orfanato, mas o governo cortou as verbas e o estabelecimento foi fechado. Papai estava interessado em explorar a possibilidade de montar uma empresa no antigo complexo. Alguns funcionários da municipalidade lhe informaram que ali também havia uma fábrica de atum enlatado que poderia estra à venda. Será que deveria pesquisar sobre isso? Mas onde conseguiria o dinheiro para financiar a compra?
Os dias tornaram-se compridos e as noites eram ainda mais longas. Eu estava sentindo falta do meu colégio, mas esta situação não perduraria por muito tempo. Um belo dia, um homem de quarenta e poucos anos, vestindo uma túnica estilo Mao muito bem arrumada, veio mancando até a nossa porta e se apresentou como o diretor Koon. Seu sorriso revelava dois reluzentes dentes de ouro, mas seus modos logo demonstraram que ele era um homem instruido, diferente dos pescadores da vila. Escolhia cuidadosamente as palavras, talvez com um pouco de cautela demais. Achei engraçado conversar de maneira tão educada enquanto olhava para o mar e sentia o cheiro das montanhas, _Ficamos sabendo que você está na última série do ensino médio. Gostaria muito de ter a honra de convidá-lo para ser o vigésimo estudante do nosso honrado Colégio da Baía de Lu Ching. Papai e vovô tinham descido  ao primeiro andar para conhecer o meu futuro educador. A presença deles deixou o homem nervoso. _Devo dizer que, apesar de termos o nível de uma escola oficial, existem lacunas em algumas mat´rias principais. _Por que? Perguntou mamãe. _Bem, muitos professores tiveral que abandonar a escola devido aos baixos salários e abriram seus próprios negócios. Os senhores entendem a nova política de reformas do nosso governo está acabando com a educação, apesar de ser uma questão de suma importância. É por isso que alguns dos alunos nunca se formaram e nenhum deles jamais ingressou numa faculdade. Mesmo assim, quero estender as mais calorosas boas-vindas a você pelo seu comparecimento as aulas. Disse ele, olhando para mim. _A única outra escola fica muito longe, a quilometros de distância. Devo dizer, no entanto, que ela é bem maior do que a nossa. O Sr. Koon baixou os olhos, fitando os próprios pés. _Sinto muito ouvir isso. Como é que vocês poderiam compensar essas matérias importantes que faltam? Indagou mamãe, interessada no assunto. _Bom, precisamos de mais professores. _E você tem? _Um. _E, com o senhor então, são dois? Perguntou ela. _Não, sou só eu mesmo. _Só o senhor? _Sim e me desculpem por ter demorado tanto para vir vê-los. É que eu estava fazendo uma mesa e uma cadeira para o seu filho. Senti-me lisonjeado por este ato. _E de que professores o senhor precisaria? Insistiu mamãe. _Eu dou aulas de Chinês, inglês, geologia e ciências políticas. Tenho rezado por um professor de matemática e se tivermos sorte, esperaremos apenas até o próximo semestre para termos um professor de música. Vovô sorriu e disse: _O senhor aceitaria alguns voluntários? Eu posso ensinar matemática. Meu filho é formado em história pela Universidade de Beijing e minha nora é pianista concertista. Tan ficaria orgulhoso em ser o seu vigésimo aluno. _Não consigo nem acreditar no que estou ouvindo. Disse o professor Koon profundamente emocionado. _Se o senhor não fizer nenhuma objeção, podemos começar amanhã mesmo. Balancei a cabeça olhando para a minha família; os três se cumprimentavam alegremente. _Eu poderia também completar os estudos em casa. _Tan queremos fazer de você o primeiro universitário da Baía de Lu Ching. Disse o diretor Koon. _E não pode ser em qualquer universidade, disse mamãe. _Tem que ser na universidade de Beijing. Acrescentou papai. _Na Faculdade de História. Completou vovô. Eles tinham ficado muito tempo em silêncio com relação ao meu futuro, mas agora estavam tagarelando como um bando de passarinhos ao nascer do sol. A esperança era algo palpável no ar salgado que vinha do mar. No dia seguinte, quando minha familia e eu comparecemos ao Colégio da Baia de Lu Ching, conhecemos as três figuras mais importantes da cidade de uma tacada só: o diretor da Escola, o secretário do Partido Comunista e o monge abade do templo da vila. O sr. Koon detinha todos os tres títulos. Ele sorriu e explicou: _Minha formação é de professor, o destino me fez ficar viúvo e sou político porque ninguém mais queria ocupar o cargo. E assim ganho em dobro para compensar o minguado salário de professor. Deu de ombros e prosseguiu: _Isto aqui já foi um templo. Durante a revolução, a Comuna queria destruí-lo, mas o povo supersticioso da vila resistiu. Então, numa solução conciliatória, eles o transformaram em escola e puseram uma tabuleta na porta, fazendo daqui também a sede do Partido Comunista. Com orgulho, ele correu os olhos pelo bangalô de seis cômodos que estava sob sua responsabilidade. Fiquei pasmo com a mentalidade de loja de conveniência do comunismo popular de uma cidade do interior. O que é que Mao acharia de dividir o travesseiro com o bom e velho Buda? Um pensamento chocante. Como é que Buda se sentiria com relação a adaptar um homem vestido com uma túnica, estilo Mao e transformá-lo num sacristão do templo? O Sr. Koon mostrou a papai os livros de história, indicou ao vovô o gigantesco ábaco para ser usado na sala de aula e apresentou a mamãe um órgão vertical de madeira que estava acumulando poeira, silenciosamente atrás do altar dourado de Buda. Quando mamãe pisou nos pedais, um som cheio e forte como um rugido saiu apitando dos turbos ocos. _Shh! Aqui não, por favor. Assim vamos perturbar Sua Santidade. O monge Koon juntou as mãos e inclinou a cabeça. _Por favor, vamos levar o órgão para a sala que estiver mais afastada de Sua presença. _Por que? Perguntei, curioso. Mas o monge agora estava ocupado, rezando de olhos fechados. Captei apenas o final da oração. _Por favor, perdoe-nos por nossos pecados. Ele era um monge de verdade. Prometi a mim mesmo que ficaria em silêncio durante o resto da visita. Ocupei-me em ver, ouvir e aprender. Tudo aquilo era novo para mim. A escola era, ao mesmo tempo, o templo e a sede do Partido Comunista. Então, por qualquer delito, você podia ser expulso da escola e já estava encarcerado na prisão comunista. A nova equipe de professores da familia Long dava aulas para as turmas mais novas, enquanto o Sr. Koon supervisionava os alunos mais antigos. Ele entrou sorrindo e mancando na sala de aula, parecendo uma sampana sendo jogada de um lado para o outro pelas ondas do mar. Deu início à aula de um modo não-convencional, fazendo uma oração silenciosa. Perguntei-me qual seria a tendência mais forte, budista ou comunista. Uma parte deste homem manco deveria contradizer a outra, mas de um jeito ou de outro elas coexistiam em harmonia dentro dele.. _Turma, eu tenho boas notícias para vocês. Temos aqui um ótimo aluno que veio da cidade de Beijing para juntar-se a nós a partir de hoje. Por favor, dêem as boas vindas a Tan Long. A turma a que ele estava se dirigindo contava apenas com seis alunos e não havia nenhuma menina. Os meninos estavam sentados desleixadamente, como um grupo de soldados totalmente à vontade. Assim como seus pais e irmãos, eles fediam ao peixe que pescavam, armazenavam e depois comiam e com que também sonhavam. Suas roupas estavam rasgadas e remendadas e seus modos eram de pescadores cansados. Um deles cuspiu na minha direção. Fiquei de pé educadamente e me inclinei. Pensei no conselho que mamãe tinha me dado: em qualquer situação, sempre vale a pena ser o mais bem-educado possível. _Qual é o problema? Vocês trabalharam muito para descarregar a pesca de ontem à noite? _Perguntou o professor, fazendo um sinal para que eu me sentisse. Foi coxcando lentamente até um dos alunos. Puxando-o pela orelha, ele o fez abaixar até os seus pés. _Ai, pare com isso! Gritou o menino que era alto, esfregando a orelha, que ficou vermelha. Um segundo aluno foi agraciado pelo professor com uns beslicões no nariz para que se sentasse direito. Um terceiro levou um tapa com as costas da mão. Não foi preciso dizer nada ao quarto aluno para ele saber o que fazer. Este ficou de pé e disse educadamente: _Tudo bem tio, o senhor não precisa me bater. _Muito bem, meu filho, da próxima vez levante-se quando houver um convidado na sala de aula. Disse o monge. O quinto pulou da cadeira reclamando, depois de levar um chute com o pé aleijado do professor. Agora devia ser o comunista se manifestando dentro do professor, pensei. O monge que havia nele tinha voado pela janela. Eu nunca tinha visto ninguém encarnar tantos personagens diferentes. O professor deu um sorriso malicioso e ordenou: _E agora alunos digam: "Bem vindo a nossa cidade, Sr. Long." Silêncio. O professor esbravejou: _Será que eu vou ter que pegar as minhas agulhas de acumpuntura para dar um jeito em vocês? Num instante, os cinco alunos balbuciaram suas boas-vindas. _Agora podemos iniciar a nossa aula de inglês. Um sorriso emoldurou o seu rosto. _Hoje vamos aprender as formas dos plurais irregulares de alguns substantivos. Primeiramente, qual é o plural de fish? Nenhuma resposta. _Que história é essa? Por que é que vocês todos estão calados? Vocês não conhecem a palavra fish? Perguntou a turma. _Você responda! Ele apontou para o menino alto. _Não sei. _É claro que não. Você nunca abre o livro. Mas deveria saber, porque você tem cheiro de peixe. Quem é que sabe a resposta? _Eu sei. Disse eu, levantando a mão. _Oplural de fish também é fish. _Muito bem. Por isso é que eu disse que era uma boa notícia o fato do Tan estar aqui com a gente, caso contrário essa turma não ia nem sair do lugar. Viram como a pronúncia dele é boa? Pouco antes da aula terminar, uma menina alta e esbelta abriu a porta e sentou-se na cadeira ao lado da minha. _Ora, ora, ora! Vejam quem está aqui agora. O professor dirijiu sua atenção para a menina. Arrastando o pé aleijado, ele foi mancando até perto dela e pousou a mão no seu ombro. _Qual foi o problema? Tomar conta do neném anda atrapalhando os seus estudos? _Desculpe o atraso. _Desta vez está desculpada. Deixe eu lhe apresentar o nosso novo aluno, Tan.  Estendi a mão para ela. Ela levantou os olhos, conseguiu abrir um pequeno sorriso, mas não apertou minha mão. Em vez disso, inclinou-se o suficiente para esconder o rosto, que ficou vermelho que nem a flor que ela usava na trança. Titubiei um pouco, sem saber bem qual era o costume da terra quando se é apresentado a uma moça que não aperta a sua mão. Inclinei-me duas vezes. Na terceira vez, percebi que ela olhava furtivamente para mim. Que rosto ela tinha! Afiado, com as maçãs salientes e um nariz reto e alto. Seu rubor, tão tímido, apenas realçava o seu encanto difícil de descrever em palavras e ela exalava um perfume embriagador. Inspirei. Seu perfume penetrou nas minhas narinas e me inebriou. Esqueci-me de desviar o olhar que, de acordo com as regras locais, era o que se esperava que um homem estranho fizesse. Mas ela também se esqueceu disso. Nossos olhares permaneceram fixos, um no outro, comunicando-se através do brilho que havia neles. Esquecemos do tempo. Esquecemos do mundo. E, no entanto, isso durou apenas um breve instante do tempo real, o que ficou comprovado pelo fato do professor não ter percebido nada de extraordinário. _Caso você esteja curioso para saber, esta é Sumi Wo, a única aluna daqui que poderia competir com você. Disse o professor, com um sorriso orgulhoso e paternal. _Para lhe dar um exemplo, enquanto o restante da turma ainda está no plural de fish, ela , a nossa dona sabe-tudo está no sexto livro de inglês. Sumi, você poderia dar as boas vindas ao Tan em inglês? Sumi...Que nome! Ela sacudiu a cabeça ligeiramente para afastar a franja de sua testa estreita enquanto um olhar tímido, porém desafiador, insinuou-se nos seus grandes olhos. Seus lábios se abriram lentamente e com uma pronúncia quase perfeita, ela disse: _Bem vindo ao Colégio da Baia de Lu Ching, camarada Tan Long. é uma honra conhecê-lo. _A honra é toda minha. Respondi também em inglês. _Não, por favor, a honra é toda minha. _O seu inglês é muito bom. _E o seu é melhor ainda. _Você sabe elogiar. _Você merece.
Sumi e eu tinhamos nos esquecido da sala inteira. Inclusive do professor. A turma, boquiaberta, ficou nos ouvindo conversar num idioma que, para eles, era muito estranho, porém agradável de se ouvir. Quando o diálogo, Sumi com umsotaque britânico perfeito e eu com o sotaque americano e aí terminou, estávamos os dois tremendo de excitação. Ela sorriu e seu rosto parecia uma daquela flores exóticas das montanhas. Retribui com outro sorriso, como um rapaz bobo e desajeitado procurando pelo fio de raciocínio que tinha se perdido. Sentado ao lado de Sumi o dia inteiro, o tempo voou. Ela parecia absorta em seus estudos, enquanto eu ficava procurando algum pretexto para falar com ela. Ela apenas sorria e todas as minhas tentativas falharam, como mosquitos voando na direção de um lampião de querosene. Mas como era muito teimoso, consegui enfiar um bilhete na sua mão antes do fim da aula. Ela o pôs no bolso e fez um aceno de despedida. Com contade de ir falar com ela, fiquei olhando-a afastar-se na luz do dia que esmaecia.
__________________
 
SE VOCÊ PERDEU ALGUM CAPÍTULO ENTRE NO MENÚ "CONTOS DE FADAS" OS CAPÍTULOS ANTERIORES ESTÃO TODOS LÁ. 
                   
 

Nenhum comentário:

SOS  AO MUNDO PELA VENEZUELA... Hoje meu post não é sobre reallytie, desculpem-me, hoje estou inteira solidária com a Venezuela...