sábado, 15 de setembro de 2012

CHEGAMOS NA REGIÃO NORTE E O 1º ESTADO A DESBRAVAR É O TOCANTINS! MARAVILHOSO! MISTERIOSO! VISCERAL... VAMOS?
 
 
Tocantins capital - Palmas
 
Região:
Norte
 
Clima:
Tropical
 
Área:
277.620 km²
 
Habitantes:
1.383.445
 
Limites:
Nordeste / Maranhão, Leste / Piauí, Sudeste / Bahia, Sul / Goiãs, Sudoeste / Mato Grosso, Noroeste / Pará.
 
Cidades mais importantes:
Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins.
 
Rios Principais:
Tocantins, Araguaia, Javaés, Rio do Sono, Rio das Balsas, Rio Manuel Alves, Paraná.
 
 
PALMAS
 

"Tocantins" é um termo oriundo da língua tupi que significa "bico de tucano", através da junção dos termos tukana ("tucano") mas também muito conhecida e estruturada pela família "FARIA" sendo um dos maiores pivos para este idioma local, seu maestro "JHONATAN JOSÉ FARIA" e tim ("bico") . Devido à distância e a terras com pouca cultura e pela falta de tecnologia para cultivos agrícolas, a região norte goiana sempre se tornou atrasada em relação ao resto do estado. Assim, a população e autoridades dessa região, preocupadas com o desenvolvimento, decidiram não mais brigar para que o governo de Goiás olhasse para o norte: optaram por se libertarem e constituírem um novo estado brasileiro. Daí, nasceu a ideia do que, futuramente, viria a ser o estado do Tocantins . A ocorrência de intensos conflitos agrários na região do Bico do Papagaio, na divisa entre o norte de Tocantins, o Pará e o Maranhão, a partir de 1960, alimentou a causa dos que defendiam a emancipação da região, ao longo das décadas seguintes . Em 5 de outubro de 1988, o norte de Goiás finalmente foi emancipado, passando a se chamar Tocantins. Em 1º de janeiro de 1989, a Unidade Federativa do Tocantins foi oficialmente instalada. O girassol tornou-se a planta-símbolo do estado. Sua flor amarela, aberta em várias pétalas, simboliza o sol que nasce para todos. As cores oficiais do estado são o amarelo, o azul e o branco.


A economia se baseia no comércio, na agricultura (arroz, milho, feijão, soja, melancia), na pecuária e em criações.
 
ENCONTRO DAS ÁGUAS DO TOCANTINS E DO ARAGUAIA
 
A vegetação do Tocantins é bastante variada; apresenta desde o campo cerrado, cerradão, campos limpos ou rupestres a floresta equatorial de transição, sob forma de "mata de galeria", extremamente variada.
A vegetação é o espelho do clima. Em área, o cerrado ocupa o primeiro lugar no estado do Tocantins. As árvores do cerrado estão adaptadas à escassez de água durante uma estação do ano. Caracterizam-se por uma vegetação campestre, com árvores e arbustos esparsos, útil à criação extensiva do gado, por ser uma vegetação de campos naturais, em espécie vegetal dos diferentes tipos de cerrado. De maneira geral podemos afirmar que a cobertura vegetal predominante no Tocantins é o cerrado, perfazendo um percentual superior a sessenta por cento. O restante é composto por florestas esparsas que podem ser identificadas, sobretudo, nas Bacias hídricas Tocantins-Araguaia – Paranã e seus afluentes.
 
PALMAS
 
Os recursos naturais de origem vegetal que merecem maior destaque no Tocantins são: o coco babaçu, o pequi e o buriti. O babaçu é rico em celulose e óleo, que, ao lado do pequi é aproveitado nos pratos típicos da região. O coco tem grande valor industrial, pois serve para a fabricação de gorduras, sabões e sabonetes. A casca do coco serve como combustível e a palha do babaçu presta-se para o fabrico de redes, cordas, cobertura de casas etc. Outra riqueza vegetal largamente explorada é a produção da madeira-de-lei.
O relevo do estado do Tocantins é sóbrio. Pertence ao Planalto Central Brasileiro. Caracteriza-se, sobretudo, pelo solo sob cerrados, predominando, na sua maioria, superfícies tabulares e aplainadas, resultantes dos processos de pediplanação . O estado, num todo, é caracterizado por variadas gamas de rochas ígneas e metamórficas do complexo cristalino e unidades sedimentares de diversas idades. O ponto culminante do estado fica localizado na nascente do Rio Claro, no extremo sul do município de Paranã, numa serra conhecida como Serra das Traíras (ou das Palmas).
 
 
AURORA DO TOCANTINS
 
O local possui uma altitude aproximada de 1.340 metros, segundo o IBGE e a Diretoria de Serviço Geográfico do Exército Brasileiro. Já o ponto mais baixo do estado, está localizado na extremidade oeste da Ilha dos Bois em Esperantina, na tríplice divisa com os estados do Pará e do Maranhão. Este ponto possui noventa metros de altitude, estando situado bem próximo à cidade paraense de São João do Araguaia. A Ilha dos Bois se encontra localizada logo após a confluência entre os rios Tocantins e Araguaia, sendo que toda a bacia hidrográfica do estado (Bacia do Tocantins-Araguaia) segue em direção à ilha.
O clima predominante no estado é o tropical seco, que é caracterizado por uma estação chuvosa (de outubro a abril) e outra seca (de maio a setembro). É condicionado fundamentalmente pela sua ampla extensão latitudinal e pelo relevo de altitude gradual e crescente de norte a sul, que variam desde as grande planícies fluviais até as plataformas e cabeceiras elevadas entre duzentos e seiscentos metros, especialmente pelo relevo mais acidentado, acima de seiscentos metros de altitude, ao sul. A hidrografia do estado do Tocantins é delimitada a oeste pelo Rio Araguaia e ao centro pelo Rio Tocantins. Ambos correm de sul para norte e se unem no município de Esperantina, banhando boa parte do território tocantinense. O Rio Araguaia nasce nas vertentes da Serra do Caiapó e corre de sul para norte, formando a maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal e lança suas águas no Tocantins, depois de percorrer 1 135 km engrossado por seus afluentes. O Rio Tocantins nasce em Goiás, com o nome de Rio Padre Souza, no limite entre os municípios de Ouro Verde de Goiás (GO), Anápolis (GO) e Petrolina de Goiás (GO). O Rio Tocantins só passa a receber o seu nome após a confluência entre o Rio das Almas e o Rio Maranhão, localizada entre os municípios tocantinenses de Paranã e São Salvador do Tocantins. Sendo um rio de planalto, lança suas águas barrentas em plena baía de Guajará, no Pará. O regime hídrico da Bacia Araguaia-Tocantins é bem definido, apresentando um período de estiagem, que culmina em setembro-outubro e um período de cheias, de fevereiro a abril. Há anos em que as enchentes ocorrem mais cedo, em dezembro, dependendo da antecipação das chuvas nas cabeceiras.
 
JALAPÃO-FERVEDOUROS DO ALECRIM
 
O Tocantins, estado mais novo da nação, é conhecido como uma terra nova, de novas possibilidades e oportunidades, atrativa para migrantes e propícia ao aporte de novos investimentos com uma série de incentivos fiscais: a economia tocantinense está assentada em um agressivo modelo expansionista de agroexportações e é marcada por seguidos records de hiper-superávits primários: cerca de 89% de sua pauta de exportação é soja em grão, cerca de 10% é carne bovina e 1% outros, revelando sua forte inclinação agropecuária. Em 2005, Tocantins exportou 158,7 milhões de dólares e importou 14,3 milhões. Sua indústria é principalmente a agroindústria, centralizada em seis distritos instalados em cinco cidades-polo: Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins. Sua indústria é ainda pequena e voltada principalmente para consumo próprio. Boa parte de suas importações é de maquinário, material de construção, ferro e aeronaves de pequeno porte, produtos que representam a base de um expansionismo econômico. Não se observa a importação de produtos produtíveis em solo estadual: o que representa uma contenção de evasão econômica, garantindo um superávit na balança comercial, retendo mais divisas dentro do estado.
No setor terciário (comércio e serviços) suas principais atividades estão concentradas na capital Palmas e também nas cidades que estão localizadas à beira da Rodovia Belém-Brasília (BR's 153 e 226). Faz-se importante frisar a relevância dessa rodovia para o Tocantins, pois ela corta o estado de norte a sul e possibilita um melhor desempenho no crescimento econômico das cidades localizadas às suas margens, servindo como entreposto de transportes rodoviários e de serviços a viajantes. Além disso, a Rodovia Belém-Brasília também facilita o escoamento da produção do Tocantins para outros estados e para portos no litoral. Observa-se uma economia, que com sucesso consegue reter capitais com sua pequena indústria (reduzindo a necessidade de importações), uma população com renda per capita em posição mediana, uma potência agrícola em expansão com um PIB cada vez maior e com deficiências principalmente no setor secundário (indústrias).
 
CACHO DO LAJEADO
 
No Tocantins, assim como no restante do país, foram os índios os seus primeiros habitantes, sendo de assinalar que, após o descobrimento, houve um genocídio da raça indígena, uma vez que eram em número superior a 150 mil os que povoaram especialmente a zona litorânea. Mesmo assim, até hoje ainda existe no Tocantins um pequeno grupo de índios isolados da tribo Avá-Canoeiro, que vivem sem nenhum tipo de contato com a civilização na região da Mata do Mamão, localizada no interior da Ilha do Bananal. Até hoje estes índios continuam rejeitando qualquer tentativa de contato, sendo que já foram encontrados diversos vestígios que indicam a presença deles na Mata do Mamão.
A telefonia fixa no Tocantins foi prestada inicialmente pela Telegoiás (até 1998), e mais posteriormente pela concessionária Brasil Telecom (até 2009). Hoje a Brasil Telecom foi incorporada pela Oi, que passou a deter a concessão do sistema telefônico do estado. Além da Oi, a GVT e a Embratel também atuam no Tocantins como empresas permissionárias. A telefonia celular é prestada por quatro operadoras, sendo elas a Claro, a Oi, a Vivo e a TIM. As principais rodovias federais do Tocantins são a BR-153 e a BR-226, que juntas formam o eixo viário da Rodovia Belém-Brasília. As demais são a BR-010, a BR-230 (Rodovia Transamazônica), a BR-235 e a BR-242. Estas últimas rodovias, com a exceção da BR-230, ainda possuem muitos trechos sem pavimentação ou até mesmo incompletos. O Tocantins possui três aeroportos servidos por vôos regulares, sendo eles o Aeroporto de Palmas, o Aeroporto de Araguaína e o Aeroporto de Gurupi. Todos os demais aeroportos do estado são servidos apenas por empresas de táxi aéreo. As principais hidrovias do estado são as hidrovias do Rio Tocantins e do Rio Araguaia.
 
AXIXA
 
 
 
Piscinas naturais misteriosas atraem turistas a Jalapão (TO)
A região que fica no Tocantins é famosa por suas belezas naturais, como o Fervedouro do Alecrim, com areias em constante movimento que não deixam a pessoa afundar. A explicação para o mistério vem do fenômeno da ressurgência hídrica. O guia do local, Celso Fontoura, explica como isso acontece. “É um rio subterrâneo que aflora em um determinado local e faz com que as pessoas não afundem. O nosso lençol freático é arenito, onde a água deixa a areia em suspensão. As pessoas flutuam em partículas de areia, a água fica com alta densidade, as pessoas pisam nessas partículas e não afundam”.
A poucos quilômetros deste oásis estão as dunas formadas pela decomposição das rochas, que dão a impressão de estarmos em outro continente. Para chegar até lá, é preciso percorrer um longo percurso numa estrada de pedra coberta com areia. Um carro com tração é indispensável para enfrentar os desafios do caminho. E por causa da preservação do parque, chega um momento em que o percurso só pode ser feito a pé.
 
A alma do povo do Tocantins também tem forte expressão do artesanato, que traduz a grande diversidade natural e cultural do estado. Os moradores da cidade de Arraias, por exemplo, usam a "tabatinga", uma argila branca para produzir peças utilitárias cujo produto final se assemelha da a cerâmica. Na região de Mateiros os artesãos utilizam uma palha dourada típica, que é colhido apenas em uma época do ano para confeccionar cestarias. Isso sem contar com o rico e atraente artesanato indígena. Para valorizar, fortalecer esse tipo de manifestação cultural, o governo do Tocantins promove anualmente, no mês de outubro a Fecoarte - Feira de Artesanato do Estado, que reúne em Palmas artesãos de todo o estado. A feira também é uma oportunidade para as regiões apresentarem seu folclore e suas comidas típicas.
Apesar de contar com a maior bacia hidrográfica
 localizada inteiramente em território brasileiro - Araguaia-Tocantins -, o estado produz apenas 35% da
 energia que consome. Está prevista para 2001 a conclusão da hidrelétrica de Lajeado, no rio Tocantins, que deverá produzir energia suficiente para atender às necessidades do estado e gerar excedente para outras regiões do país. Para melhor aproveitar seu potencial hídrico, está em construção a hidrovia Araguaia-Tocantins, que deve ligar as áreas férteis da região central aos principais portos do norte do país por um sistema do qual fazem parte também ferrovias e rodovias. A conclusão da obra está prevista para dezembro de 2001.
 
PRAIA DA GRACIOSA
 
Viajando na história do Brasil, vamos encontrar os negros que foram trazidos da África (século XV ao XVIII) para a América. No que tange a história do Tocantins, a mão-de-obra escrava começou a ser introduzida na Chapada dos Negros, em 1736, no antigo Norte de Goiás, nas minas de ouro que deram inicio ao Município de Arraias.
Os negros viviam nas senzalas, e a noite, apesar do sofrimento e dos maltratos, encontravam forças para venerar seus deuses com danças e rituais religiosos como umbanda e candomblé, numa forma de protesto da sua dor e amor a terra distante.
É nesse contexto histórico e cultural, que surgem as manifestações culturais: lendas, danças, costumes, festas religiosas em conjunto com todas as correntes migratórias. O folclore do Tocantins é enriquecido pela cultura das nações indígenas existentes na região, presentes nas comidas, lendas, costumes e danças.
As festas religiosas representam a devoção do povo. A do Divino Espírito Santo, uma das mais presentes, é celebrada em cidades como Peixe, Monte do Carmo, Santa Rosa do Tocantins, Conceição, Palmas e Almas. A crença diz que o Divino acaba com a fome e com a guerra. Sua bandeira traz benções, fortuna e alegria a comunidade.
A celebração chegou ao Brasil no século XVI, introduzida pelos colonizadores portugueses. Em homenagem ao Divino, os tradicionais festejos folclóricos apresentam danças que, conforme a região, podem ser cavalhadas, sússia e outras.
Outra festa de tradição secular é a de Nossa Senhora do Rosário. Em julho, ela acontece nas cidades de Taipas, Monte do Carmo e Tocantínia. O culto em louvor a Nossa Senhora do Rosário é uma tradição escrava, por ela ser considerada protetora dos negros. Em Monte do Carmo, a festa é acompanhada de congos e taeiras que saem pelas ruas cantando e dançando ao som de tambores e maracás. O rei e a rainha, escolhido entre a comunidade local, são o centro das atrações. A devoção aos santos é tradição nas comunidades tocantinenses que prestam homenagens aos padroeiros das cidades. Santa Ana, São Cristóvão, São José e outros santos são alvo de agradecimento. Em Araguacema, a Roda de São Gonçalo, restrita as mulheres, que simboliza a devoção ao santo protetor dos pobres e dos solteirões. Já em Paranã, a Procissão Fluvial homenageia o padroeiro São João Batista e o Divino Espírito Santo. Dezenas de barcos enfeitados sobem o rio Paranã até o Porto da Balsa, onde a multidão os aguarda. A procissão é recebida sob a aclamação dos fiéis e segue até a Igreja Matriz, onde é realizada uma missa. As festas em homenagem aos padroeiros têm ganhado um significado especial com a restauração das obras sacras, pela Secretaria de Estado da Cultura. Ao receber as imagens restauradas, a comunidade sente sua fé renovada. Os festejos começam no dia de Páscoa com a partida das "folias", grupos de cavaleiros cantadores que saem das principais cidades do interior do Tocantins rumos as fazendas e povoados, empunhados a bandeira do Divino. Em nome dela recolhem donativos para a igreja e convidam a comunidade para a grande festa. A pomba do Divino Espírito Santo estampada na alma de todos os tocantinenses, em especial dos que vivem no interior do estado.
 
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SOS  AO MUNDO PELA VENEZUELA... Hoje meu post não é sobre reallytie, desculpem-me, hoje estou inteira solidária com a Venezuela...