sábado, 13 de outubro de 2012

AMAPÁ! ESTAMOS QUASE TERMINANDO NOSSA VIAGEM PELO BRASIL, MAS ELE É GRANDE E LINDO DEMAIS, VAMOS CONHECER O AMAPÁ!!!

 
 
 
AMAPÁ - CAPITAL MACAPÁ
 
REGIÃO:
NORTE
 
CLIMA:
TROPICAL
 
ÁREA:
142.814.585 KM²
 
HABITANTES:
684.301
 
LIMITES:
NORTE / GUIANA FRANCESA, LESTE / OCEANO ATLÂNTICO, SUL E OESTE / PARÁ, NOROESTE / SURINAME
 
CIDADES MAIS IMPORTANTES:
MACAPÁ, SANTANA, LARANJAL DO JARI, OIAPOQUE
 
PRINCIPAIS RIOS:
AMAZONAS, JARI, RIO OIAPOQUE, ARAGUARI, CALÇOENE E MARACÁ
 
MACAPÁ
 
MACAPÁ
 

O Amapá é um dos mais novos estados brasileiros e o mais preservados deles, tendo 72% dos seus 14,3 milhões de hectares destinados a Unidades de Conservação e Terras Indígenas. As dezenove Unidades de Conservação do Amapá perfazem cerca de 9,3 milhões de hectares, tornando-o o único estado da federação a destinar um percentual tão significativo de suas terras para à preservação ambiental. Os dados absolutos são de 10,5 milhões de hectares, que equivalem ao tamanho de um país como Portugal. O relevo é pouco acidentado, em geral abaixo dos 300 metros de altitude. É um dos poucos estados que, em sua condição geográfica, permite a formação de um conjunto de ecossistemas que vão desde as formações pioneiras de mangue à floresta tropical densa, passando por campos inunáveis e cerrados.
O Amapá tem um grande número de imigrantes vindo da Guiana Francesa (a maioria no município de Oiapoque) e vários outros oriundos de todas as regiões do país, dentre os quais destacam-se os mineiros, goianos, paraenses, paranaenses, cearenses e maranhenses. O fluxo migratório tem aumentado nos últimos anos em razão do desenvolvimento dos setores econômicos do estado. O índice de imigração do estado foi de 0.2870 no ano de 2009, de acordo com dados do IBGE.
 
LAGO PIRATUBA PÔR DO SOL
 

A origem do nome do estado é controversa. Na língua tupi, o nome "amapá" significaria "o lugar da chuva" (ama, "chuva" e paba, "lugar", "estância", "morada"). Segundo a tradição, porém, o nome teria vindo do nheengatu - língua geral da Amazônia, uma espécie de dialeto tupi jesuítico - significando "terra que acaba" ou "ilha". Segundo outros, a palavra "amapá" é de origem nuaruaque ou aruaque, pertencente à mais extensa das famílias linguísticas da América do Sul, dos habitantes da região norte do Brasil ao tempo do seu descobrimento - e identificaria uma árvore da família das Apocináceas. A árvore produz um fruto saboroso, em formato de maçã, de cor roxa, que é parte da farmacopeia amazônica. Da casca do tronco dessa árvore, o amapá (Hancornia amapa), típica da região e cujo desenho está no brasão do Estado do Amapá, é extraído o látex (chamado leite de amapá) usado na medicina popular como fortificante, estimulante do apetite e também no tratamento de doenças respiratórias e gastrite. Popularmente conhecida como "amapazeiro", a espécia encontra-se ameaçada, dada a sua exploração predatória para extração da seiva.
A costa do Amapá foi descoberta e reconhecida pelo espanhol Vicente Yañez Pinzón. Com quatro caravelas, Pinzón atingiu em 26 de janeiro de 1500 um cabo do litoral brasileiro que foi identificado como cabo de Santo Agostinho (Pernambuco). Prosseguindo para o norte, passou pela foz do Amazonas e chegou à boca de um outro grande curso d'água, daí por diante conhecido como rio de Vicente Pinzón. Sua identificação com Oiapoque daria ao Brasil ganho de causa na questão dos limites com a Guiana Francesa (1897).
 
CACHOEIRA DO DESESPERO RIO JARI
 

O Tratado de Tordesilhas, firmado entre Portugal e Espanha em 1494, pusera toda a costa atlântica ao norte da foz do Amazonas sob jurisdição espanhola. A região do Amapá, entretanto, só viria a ser explorada em conjunto pelos dois países de 1580 a 1640, período em que Portugal foi governado por reis da Espanha. Também franceses, ingleses e neerlandeses se interessaram pelo território, conhecido na época por Costa do Cabo do Norte. Dele se extraíam madeira, resinas, frutos corantes, como o urucum, e óleos vegetais, além dos produtos de pesca, como o peixe-boi, guarabá ou manatim, que eram salgados e exportados para a Europa. Uma companhia inglesa, de Londres, e uma holandesa, de Flessing, foram fundadas para explorar essas riquezas. Deu-se início também à plantação de fumo e cana-de-açúcar, ao fabrico de açúcar e aguardente, e à criação de gado.
O desenvolvimento do Amapá na primeira metade do século XX foi lento. Em 1943, pelo decreto-lei 5.814, de 13 de setembro, o governo federal criou o Território Federal do Amapá. Em 1945, quando se procedeu à nova divisão territorial, a parte do Amapá ao norte do rio Cassiporé passou a constituir o município do Oiapoque, e, em dezembro de 1957, foi mais uma vez desmembrada, para a criação do município de Calçoene, com a cessão de terras ao norte do rio Amapá Grande.  A transformação do território federal em estado foi decidida pela Assembleia Nacional Constituinte em 1988, e em 1º de janeiro de 1991 foi instalado o estado do Amapá, com a posse dos 24 membros da primeira Assembleia Legislativa. Em 1997, na esteira da crise da emissão de precatórios em vários estados, foi liquidado o Banco do Estado do Amapá. Outros municípios foram surgindo com o passar do tempo, a maioria resultante de desmembramentos de outras cidades, a exemplo, Vitória do Jari. O município foi criado em 8 de setembro de 1994 após ser emancipada de Laranjal do Jari. Já em outros casos, vilas de trabalhadores se transformaram em cidades, a exemplo de Serra do Navio, que obteve seu reconhecimento em 1º de maio de 1992, através da lei n.º 007/92.
 
POROROCA
 

Como o clima do Estado é quente e úmido a cobertura vegetal é bastante diversificada e apresenta Florestas, e essas são classificadas em Floresta de Várzea, Floresta de Terra Firme, além de campos e cerrados. Nas áreas próximas ao litoral a vegetação encontrada é o mangue ou manguezal. Aproximadamente 73% da área estadual é coberta pela Floresta Amazônica. O estado do Amapá, em sua totalidade, é influenciado pelo clima equatorial superúmido, isso significa que ocorre uma grande quantidade de calor e umidade que favorece a propagação da biodiversidade. As temperaturas médias que ocorrem no Estado variam de 36°C a 20°C, a primeira ocorre principalmente no fim da tarde e o segundo acontece no alvorecer. O clima local apresenta duas estações bem definidas, denominadas de verão e inverno. Os índices pluviométricos ocorrem anualmente em média superior a 2.500 mm . A classificação oficial do clima do Amapá é "tropical superúmido". O estado possui duas regiões climáticas principais. Uma delas é úmida (dois meses secos) e predominante sobre a maior parte do interior do estado - oeste, sul norte e toda a parte central. A outra é úmida (com três meses secos) e é registrada na maior parte do litoral - leste. A precipitação anual média cai significativamente do litoral para o interior. A costa Atlântica, incluindo Macapá, registra uma média de 3 250 mm de chuva anuais, diferente de Serra do Navio, que recebe uma diferença de 1 000 mm anuais. Os ventos no Amapá são, em sua maioria, moderados; a temperatura mínima já registrada foi 16°C e a máxima absoluta já atingida foi de 38°C. A umidade anual gira em torno de 85%.
 
RIO OIAPOQUE
 

O estado do Amapá tem apresentado um grande crescimento populacional, tendo em vista que em meados de 1950 sua população total somava 37.477 habitantes. Passados 30 anos (1980), essa população chegava a 175.257. Na década de 1990, as pessoas que residiam no estado somavam 289.397. Em pesquisas realizadas no ano de 2010, constatou-se que 74,5% dos habitantes do estado são naturais do mesmo, nascidos em qualquer um de seus dezesseis municípios, outros 25,5% não nasceram no estado porém residem no mesmo e outros 8,8% nasceram no estado mas não moram na sua cidade natal. Abaixo, consta a contagem do IBGE da população residente no estado ao longo da década de 2000 a 2010:
Segundo dados da pesquisa de autodeclação 2008 do IBGE, a população do Amapá está composta por Pardos (62,2%), Brancos (27,6%), Negros (8,1%) e uma minoria Amarelos e Indígenas (2,0%).
No Amapá, há cinco tribos diferentes de povos indígenas, segundo o último levantamento da FUNAI. O município de Oiapoque agrupa três diferentes tribos em sua extensão territorial, são eles: Uaçá, Jiminã e Galibi, sendo que a primeira é a mais populosa com mais de cinco mil habitantes. O Laranjal do Jari abriga as outras duas sociedades tribais, os Waiãpi e Tumucumaque (esta última é a menos populosa do estado). A área total pertencente às terras indígenas é de 1.183.498,31 hectares. A maior concentração de russos no estado foi na região conhecida como Contestado, hoje o município de Calçoene. Uma comunidade de colonos russos foi fundada em Calçoene em fins do século XIX visando o povoamento do estado e a exploração do ouro descoberto naquela região.  As 163 famílias de colonos portugueses vindas da África em 1770 se instalaram às margens do rio Mutuacá, atual cidade do Mazagão. Outros povos lusitanos vieram ao estado para lutarem contra neerlandeses e britânicos no delta do Amazonas e na Capitania do Cabo Norte (Oiapoque).
AÇAIZAIS
 

O Amapá é composto por 16 municípios dentre eles destacamos a capital Macapá, juntamente com Santana, Mazagão, Pracuúba, Cutias, Tartarugalzinho, Porto Grande, Serra do Navio, Calçoene, Amapá, Pedra Branca do Amapari, Vitória do Jari, Laranjal do Jari, Ferreira Gomes, Oiapoque e Itaubal do Piririm.  A mesorregião do Norte do Amapá é uma das duas mesorregiões do estado. É formada por duas microrregiões. No século XVIII, a França reivindicou a posse da área. Abrange uma área de 57.731,752 km² e uma população de 55.300 habitantes.
O setor primário é o menos relevante para a economia do estado do Amapá, representando apenas 4,3% da economia amapaense. Dentre os principais produtos produzidos no estado estão: a castanha-do-pará, mandioca e o arroz. Deste último, são produzidas 2.140 toneladas anualmente em uma área correspondente a 2.638 Hectares de terra. De feijão, são produzidas 1.102 toneladas em uma área de 1.450 Hectares. Já a produção de milho, corresponde a 1.792 toneladas anualmente plantadas em uma área de 2.132 Hectares . Na criação de bovinos, o estado conta com (aproximadamente) 114.773 cabeças de gado (95% destes são para consumo e 5% para a produção de leite e derivados), a maior parte dos bovinos do estado se concentra na capital e na cidade de Amapá (as duas cidades representam juntas 45% de todo o gado do Amapá). A criação de suínos soma 30.055 cabeças, a de bubalinos soma 214.271 cabeças, a de galos, frangas e frangos soma 47.348 cabeças, a de equinos passa dos 5.294 cabeças. A cidade de Amapá tem a maior fonte de pescado artesanal do estado, destaque para: gurijuba, pirarucu, uritinga, pirapema, tucunaré, apaiari e branquinha. Não há uma verdadeira economia industrial no estado, este setor representa apenas 9,9% de toda a economia do Amapá. Na cidade de Santana, há um distrito industrial com um número regular de empresas. Na capital e em alguns outros municípios, há serrarias, fábricas de tijolos e a extração mineral e vegetal. Nesta última, destaca-se o município de Amapá como a exploração de cassiterita e a tantalita, o município de Serra do Navio com o manganês e o município de Calçoene com a extração de ouro das minas subterrâneas. A extração de madeira também é forte no estado, porém muitas vezes mascara a extração ilegal.
 
PARQUE IGUÁ
 

A Balança Comercial que representa a contabilidade de entrada e saída de bens tangíveis, no período de 2003 a 2009 apresentou um desempenho com um superávit de 74,4%. As exportações apresentaram um resultado de US$ 774 milhões e as importações US$ 198 milhões. Os produtos de origem mineral foram os que mais contribuíram com o crescimento das exportações e para as importações estiveram a entradas de bens de capital, tendo em vista a compra de bens de investimentos pelas empresas .
A arrecadação do ICMS, principal componente da arrecadação própria estadual cujo comportamento se relaciona com o desempenho das atividades econômicas, obteve em 2009 um crescimento nominal de R$ 62,2 milhões, correspondendo um incremento de 17,7%, perfazendo uma média anual de 16,9%, nos últimos sete anos . A situação em que a saúde no estado encontra-se é de insuficiência para atender toda a população. Alguns dos indicadores da saúde encontram-se abaixo ou na média nacional, é o caso da média da mortalidade infantil, que foi de 22,5 por 1.000 nascidos (igual a média brasileira). Tal índice pode ser comparado ao de países como Tunísia e Belize.
O Amapá possui aproximadamente 16,2% da sua população habitando em invasões, baixadas, ressacas, favelas ou qualquer outro tipo de aglomerado subumano. O estado possui duas rodovias federais: a BR-156 e a BR-210. A BR-156 possui 822,9 km de extensão, passando por Santa Clara, Camaipi, Porto Grande, Tartarugalzinho, Beiradão, Igarapé e Água Branca. Esta estrada faz parte do projeto da Transguianense, isto é, uma estrada de 2.346 quilômetros que vai ligar as capitais dos Estados do Amapá e Roraima, passando pela Guiana Francesa e dois países vizinhos, Suriname e Guiana. A BR-210 é a segunda rodovia federal no estado, ela também recebe o nome de Perimetral Norte e é menor em relação a BR-156, tendo um pouco mais de 471 quilômetros de extensão. A estrada passa pelas cidades de Macapá, Porto Grande, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, terminando na divisa do estado com o Pará. Já as rodovias estaduais são quatro: AP-010, AP-020, AP-030 e a AP-070.
SANTANA
 
LAGO DO AMAPÁ
MATA AMAZÔNICA
 

De acordo com dados do censo de 2010, a população do estado é predominante católica (64%), seguido pelos evangélicos (28%) e espíritas (0,4%). Os sem religião somam 6% da população. Entre as igrejas evangélicas, a que conta com o maior número de membros é a Assembleia de Deus (100.821), seguida pela Igreja Universal (10.101), Igreja Adventista do Sétimo Dia (9.461), Igreja do Evangelho Quadrangular (6.468) e Igreja Pentecostal Deus é Amor (3.146). Tacacá é uma iguaria não só do Amapá, mas também da região amazônica brasileira, em particular do Acre, Pará, Amazonas e Rondônia. É preparado com um caldo fino de cor amarelada chamado tucupi, sobre o qual se coloca goma, camarão e jambu. Serve-se muito quente, temperado com sal e pimenta, em cuias. Marabaixo é uma dança típica do Amapá que é celebrada nos meses de: maio, junho e julho na capital do estado, Macapá. O ritual começa com o batuque com o Ramo da Aleluia, onde os devotos dançam até o Marabaixo do Senhor do Quinto Domingo. A dança também é realizada no Curiaú (distrito de Macapá). Recentemente, um projeto de lei libera o ritual (no que tange hora) para que ele ocorra até o amanhecer.  A Festa de São Tiago é um evento tradicional no município de Mazagão, na área conhecida como Mazagão Velho. Os festejos se iniciam na segunda quinzena de julho e retratam as batalhas travadas entre mouros e cristãos. O Marco Zero é um monumento localizado na cidade de Macapá, capital do Amapá, no Brasil. Construído junto ao Estádio Milton Corrêa para marcar a passagem exata da Linha do Equador em Macapá, o Marco Zero tornou-se um dos mais importantes pontos turísticos da capital do meio mundo.

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SOS  AO MUNDO PELA VENEZUELA... Hoje meu post não é sobre reallytie, desculpem-me, hoje estou inteira solidária com a Venezuela...